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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Resposta de um mineiro ao pedido dos cariocas de VETA DILMA sobre os royalties do petróleo

Vejam o email que eu recebi:

Minas Gerais carregou o Brasil e a Europa nas costas durante 150 anos, nos ciclos do ouro e diamante!
 

Ficaram para os mineiros os buracos e a degradação ambiental! Depois veio o ciclo do minério de ferro, até hoje principal item da pauta de exportações brasileiras, que rendeu ao Rio de Janeiro uma das maiores indústrias siderúrgicas do Brasil, a CSN, e a sede da VALE.
 

Curioso é que o Rio de Janeiro não produz um único grama de minério de ferro, mas recebeu a siderúrgica rendendo impostos e gerando empregos e a sede da mineradora recebendo royalties de exploração de minério.
 

Mais uma vez Minas Gerais carregando o Brasil nas costas e, de vinte anos para cá, ajudada pelo Pará em razão das reservas de minério de ferro descobertas nesse Estado. Outra vez ficam para os mineiros e paraenses os buracos e a devastação ambiental. Isso sem falar da água; quem estudou geografia sabe que Minas Gerais é a "caixa d'água do Brasil", aqui nascem praticamente todos os rios responsáveis pela geração de energia hidráulica e, embora a usina de FURNAS seja em MG, a sede é no Rio. 
 

Me causa estranheza essa posição de alguns cariocas/fluminenses, pois toda riqueza do subsolo, inclusive marítimo, pertence a UNIÃO. Ao contrário do ouro, do diamante e do minério de ferro que estão sob o território mineiro, as jazidas do pré-sal estão a 400 quilômetros do litoral do Rio do Janeiro e nenhum Estado Brasileiro, inclusive o RJ, tem recursos aplicados na pesquisa, exploração e refino de petróleo, pois todo dinheiro é da UNIÃO que é a principal acionista da PETROBRAS. 

Acho piada de mau gosto quando esses políticos fluminenses falam em "Estados produtores de petróleo" sabendo dessas características da exploração do petróleo e dos eternos benefícios que o RJ recebe, tais como jogos panamericanos, olimpíadas, etc. Acho um absurdo ver crianças de outras regiões mais pobres do Brasil estudando em salas de aula sem luz, sentadas duas ou três numa mesma cadeira, quando há cadeira, enquanto que a prefeitura de Macaé/RJ gasta, torra, esbanja, joga fora dinheiro pintando de cores berrantes passeios públicos!  

Proponho que todos brasileiros dos outros Estados façam o protesto VOTA DILMA e mandem e-mails para seus deputados e senadores para acompanhar de perto essa questão do pré-sal.
 

É como disse certa vez um compositor, cujo nome me esqueci, "o Rio de Janeiro é um Estado de frente para o mar e de costas para o Brasil".

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Senador Pedro Taques

Algumas vezes nos deparamos com um político que nos faz acreditar que ainda existe alguma esperança.

Há alguns dias eu assisti na televisão uma entrevista com o Senador Pedro Taques do Mato Grosso e gostei muito do que vi. Ele me pareceu sério, honesto, com posições alinhadas com os anseios da maioria da população no que diz respeito ao combate à corrupção e à ética no setor público e possui ainda um bom currículo anterior (ele era procurador da República e esteve envolvido na investigação de vários casos conhecidos envolvendo políticos).

Depois disso, eu pesquisei um pouco mais sobre ele na internet e todas as informações que eu obtive foram muito positivas. Eu não tenho nenhuma referência sobre seu alinhamento político, não sei se ele é da situação ou da oposição e isso pouco me interessa. Eu estou mais preocupado é em descobrir se ainda podemos considerar um político digno.

Assim eu vou passar a ficar mais atento a este político, além desejar boa sorte a ele, esperando que não acabe se afundando no mar de lama que inunda o congresso.

Senador: boa sorte, vá em frente com as suas convicções e desejo sinceramente que não nos decepcione como tantos outros que tinham uma boa "casca" mas pouco conteúdo, já fizeram no passado.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Reforma política é para a população

A sociedade brasileira já está se mobilizando para exigir do congresso nacional uma reforma política que atenda os interesses da população e não dos políticos. Veja a notícia que saiu no Correio Brasiliense:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/2011/05/16/internas_polbraeco,252365/proposta-quer-limitar-a-dois-mandatos-tempo-de-parlamentares-no-congresso.shtml

Até o momento o congresso só falou em reforma política para atender os próprios interesses e assim querem nos impor coisas como: voto em lista, financiamento público de campanha e outras coisas que só beneficiam os políticos já estabelecidos.

Nós precisamos exigir que a reforma política contemple:

  • Voto distrital;
  • Eleição direta dos parlamentares mais votados (sem regras de proporcionalidade);
  • Fidelidade partidária;
  • Fim dos partidos nanicos de aluguel;
  • Fim do suplente de senador;
  • Fim do foro privilegiado para crimes comuns;
  • Diminuição da estrutura dos gabinetes dos parlamentares.

Ou seja, coisas que são do interesse da população brasileira em geral e não apenas daqueles que orbitam o poder.

Eu já falei sobre este assunto em outro post:

http://pausa-para-pensar.blogspot.com/2010/05/o-sistema-eleitoral-parlamentar-esta.html

Precisamos nos mobilizar e pressionar o congresso.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Tapador de Sol com Peneira oficial da república

Lula é o “Tapador de Sol com Peneira” oficial da república.

Basta aparecer uma crise no governo, que ao invés do Lula aparecer na imprensa dizendo que vai tomar as devidas providências, ele aparece para minimizar a situação e tentar fazer parecer que o problema não é tão grave quanto se apresenta.

Ele já fez isso diversas vezes ao longo do seu governo, mas, o exemplo mais recente é o caso dos problemas na prova do ENEM.

As provas aplicadas no último dia 6 de novembro estavam cheias de problemas: gabaritos trocados, questões faltando, etc. Isso demonstra uma monumental incompetência do Ministério da Educação e do INEP, pois inclusive, já é o segundo ano consecutivo que o ENEM apresenta problemas.

O Presidente de República, que deveria cobrar a quem de direito e demitir sumariamente os incompetentes que não conseguem aplicar uma simples prova de múltipla escolha, vem a público para dizer que o ENEM foi um sucesso. É ou não é querer tapar o sol com peneira?

O pior que eu não entendo, é que o governo federal tem experiências bem sucedidas na aplicação de exames de seleção. As universidades federais fazem vestibulares de boa qualidade há décadas, mas, devidos a pressões vindas do próprio governo, essas universidades estão abandonando os seus vestibulares e embarcando na canoa furada do ENEM. O MEC deveria pelo menos ter um pouco de humildade e usar o conhecimento das universidades para ver se da próxima vez consegue fazer um ENEM mais decente.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quem você pode eleger ao votar no Tiririca

A Folha de São Paulo publicou um excelente artigo na internet que mostra as consequências de votar em alguém como o Tiririca para deputado.

Um candidato com jeito inocente aparece no horário eleitoral gratuito fazendo graça, muita gente acha isso "bonitinho" e vota nele apenas por diversão.

O problema, é que este voto, além de eleger alguém completamente despreparado, pode acabar elegendo também outros políticos muito "preparados". Preparados para roubar o país e trabalhar apenas em proveito próprio.


O Tiririca é apenas um de muitos casos semelhantes espalhados pelo Brasil. Portanto, precisamos analisar bem quem são os candidatos que fazem parte da coligação na qual vamos votar. Eu falei um pouco sobre este assunto em um post anterior.

Veja o artigo completo sobre o Tiririca na Folha:


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Serra não questiona Dilma o que realmente interessa

Nas últimas pesquisas para as eleições presidenciais, a Dilma vem abrindo uma vantagem consistente em relação ao Serra.

Eu fico triste com isso, mas, o fato é que a campanha do Serra não está me agradando.

Qualquer candidato, da extrema esquerda à extrema direita, sempre promete mais educação, saúde, transporte, segurança, emprego, estrada, saneamento básico, etc. Nenhum candidato vai ser maluco de aparecer na televisão e dizer: “A minha prioridade será diminuir a dívida pública e para isso eu vou cortar verbas da educação e da saúde”.

O problema, é que o Serra só tem feito isso, ou seja, falar as mesmas coisas que qualquer outro candidato fala.

Ele não questiona a Dilma e a administração do PT no que realmente interessa.

Eu vou votar no Serra. Não porque o acho mais competente, honesto ou simpático. Na verdade todos os candidatos a presidente são muito parecidos.

Eu vou votar no Serra porque algumas coisas na administração do PT me incomodam muito:

  • Falta de cuidado com os gastos públicos;
  • Aumento desnecessário da presença do estado em áreas que não interessam à sociedade;
  • Inchaço da máquina pública com órgãos em excesso e, claro, os cargos comissionados que os acompanham;
  • Excesso de fisiologismo nas indicações para cargos de perfil mais técnico;
  • Interferência política exagerada do governo na administração das estatais.

O problema, é que em momento algum eu vi o Serra questionando a Dilma e o PT em relação a estes pontos.

Assim, ele me passa a impressão que também concorda com essas práticas. Eu imagino que outras pessoas também devem estar tendo o mesmo entendimento.

Com isso, os dois candidatos realmente ficam muito parecidos e eu também começo a achar que tanto faz votar em um ou outro.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ninguém questiona Dilma Roussef sobre mensalão?

Eu assisti as entrevistas de Dilma, Marina e Serra ao Jornal Nacional que foram ao ar entre 9 e 11/08/2010.

O que eu achei interessante, é que para Marina e Serra os apresentadores do JN, William Bonner e Fátima Bernardes, perguntaram sobre o Mensalão. Até com propriedade, pois, no caso de Marina perguntaram por que ela não deixou o partido ou o governo à época e, para Serra, perguntaram se ele não fica constrangido de se aliar ao PTB, que foi um dos principais participantes do mensalão.

Porém, com Dilma, que é do PT, o partido que criou, gerenciou e se beneficiou do mensalão, eles nem tocaram no assunto. Sendo que vários membros do PT que estiveram envolvidos no mensalão até o pescoço tem participação ativa na campanha de Dilma para a presidência.

Eu assisti também a entrevista que ela deu logo depois ao Jonal das Dez na Globo News e, novamente, o assunto não foi nem ventilado.

Por que será que ninguém pergunta sobre o mensalão à Dilma Roussef?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Paulo Henrique Amorim e o jornalismo

Eu já considerei o Paulo Henrique Amorim um excelente jornalista: crítico, sensato, independente e comunicativo, apesar de um tanto tendencioso, principalmente quando se tratava de defender o governo Lula e o PT em geral. Mas, enquanto ele estava exercendo o papel de colunista, eu não podia criticar o fato dele defender suas posições, eu podia apenas concordar ou discordar delas.

Hoje ele possui um portal independente na internet, o Conversa Afiada, onde ele deixa clara sua posição política, o que também não é um problema, já que o portal é pessoal. Neste portal ele popularizou o termo PiG, repetido exaustivamente, onde classifica a grande imprensa de golpista:

"Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista."

O problema, é que ao criticar a "grande mídia", ele se esquece dos seus próprios pontos fracos. Hoje ele trabalha para a Rede Record, que pertence ao "bispo" Edir Macedo e à Igreja Universal (IURD). Mas, este não é o maior problema, afinal todos nós precisamos ganhar a vida. O problema, é que ele aceita realizar tarefas no seu emprego, como se fosse trabalho jornalístico, sem ser.

Em outubro de 2007 ele comandou uma reportagem para o programa dominical da Record, que chegou a me dar pena. Ele conduziu jornalisticamente uma matéria claramente encomendada pelo dono da empresa, o tal Edir Macedo. Eu não conheço muito de jornalismo, mas, essa reportagem deve ir contra qualquer manual básico da profissão: tratar matéria paga como se fosse notícia.

Na tal matéria, o bispo foi mostrado como vítima de perseguição por parte das autoridades porque passou 11 "terríveis" dias na cadeia e aproveitou para mostrar o seu livro em que contava as agruras sofridas neste episódio.

O Paulo Henrique cumpriu direitinho o papel que lhe cabia naquele informe publicitário disfarçado de matéria, eu percebi que em alguns momentos ele quase chegou às lágrimas com a "dramática" história do sujeito que há 15 anos, passou 11 dias na cadeia, foi tratado como manda a lei e aproveitou bem esse fato para fortalecer ainda mais a sua imagem junto aos fiéis.

Se o Paulo Henrique continuar assim, vai acabar sendo promovido pela Record pelos bons serviços prestados. A pena a qual eu me referi acima é por constatar que o jornalismo passou a ser apenas uma lembrança distante na sua carreira.

Posteriormente, em 2008, o Sr. Paulo Henrique Amorim teve o seu contrato com o portal IG rescindido e saiu atirando para todos os lados, criticando sem dó o IG e todos que tivessem algum tipo de relacionamento com o portal.

Eu concordo que o IG agiu de forma pouco ética na rescisão do contrato dele. A rescisão deveria ter sido comunicada com mais antecedência e os seus leitores deveriam ter sido informados sobre o novo local de hospedagem do blog. Contudo, eu acho que o assunto foi tratado de maneira equivocada pelo jornalista e pela maioria das pessoas que opinaram sobre o assunto:

  • O fato não se tratou de uma demissão, afinal o Paulo Henrique não era empregado do IG, tinha um contrato de hospedagem do seu site;
  • Também não se tratou de censura, o IG simplesmente não concordou com a sua postura, seja por razões comerciais ou políticas, e resolveu não continuar hospedando o seu site. O meu patrão, se não gostar de alguma atitude minha, pode me mandar embora sem nenhuma explicação e nem por isso os outros vão dizer que eu fui censurado.
  • Ele não foi injustiçado, simplesmente um contrato comercial foi rompido. Eu acredito, que financeiramente ele pode até faturar mais em um blog independente exibindo anúncios pagos.

Agora, o que me incomoda mais nessa situação, é o hábito que o Paulo Henrique tem de sair atirando sempre que deixa uma organização:

  • Ele trabalhou na Globo por muitos anos, recebia seu salário e, pelo menos aparentemente, não tinha nenhuma intenção de sair. Bastou a Globo lhe demitir, que virou o exemplo para tudo de ruim que há na imprensa e um dos membros do PiG. Quando ele estava lá dentro, não achava isso ou estava aturando calado por causa do bom salário?
  • No IG, eu nunca vi nenhuma manifestação dele contra o portal e seus acionistas. Depois que ele saiu, o portal e seus executivos ganharam apelidos pejorativos e passaram ser a encarnação do demônio.

Mas o Paulo Henrique ainda trabalha para a Record. Será que lá na Record não tem nada de errado? É correta a exploração que os "bispos" fazem dos miseráveis? É correto a IURD usar uma concessão pública para vender o seu "produto"? É correto a IURD patrocinar uma "chuva" de ações judiciais contra órgãos da impressa que a criticam? As finanças da IURD e suas coligadas são transparentes e parecem éticas? Está certo o "bispo" Macedo fazer a emissora produzir matéria encomendada como se fosse jornalística usando o Paulo Henrique como apresentador?

Talvez, se o Paulo Henrique se dispusesse a responder, ele dissesse: "Está tudo certo, não há nenhum problema com a Record."

Mas talvez, ele só se lembre de mencionar isso no dia que a Record o demitir e ele sair atirando com a sua metralhadora de conveniências.

Cuidado Paulo Henrique, pois com este hábito de atirar a esmo, você está gastando rapidamente todos os cartuchos de prestígio que acumulou durante vários anos e, um dia, os cartuchos acabam.

Eu enviei este texto para o portal do Paulo Henrique, mas, naturalmente, ele não foi publicado e nenhuma reposta me foi dada.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O sistema eleitoral parlamentar está falido

O sistema eleitoral brasileiro para as eleições parlamentares (de deputados federais, estaduais e vereadores) está completamente falido: você vota em quem quer e elege quem não quer.

O problema é o sistema de distribuição de vagas pelo número de votos no partido ou coligação.

Como funciona o sistema? Somam-se todos os votos válidos de cada partido e faz-se um rateio proporcional ao número de cadeiras disponíveis.

Veja um exemplo hipotético para uma eleição disputada por 3 partidos para uma câmera de vereadores com 9 vagas:

Suponha que o partido A teve 140 votos, o partido B 700 votos e o partido C 420 votos.

Soma-se a quantidade de votos: 1260 e divide-se pela quantidade de vagas: 1260 / 9 = 140. Assim, a cada 140 votos o partido terá direito a uma vaga. Ou seja, o partido A terá 1 vaga, o B 5 vagas e o C 3 vagas.

Dentro de cada partido, são eleitos os candidatos mais votados de acordo com a quantidade de vagas destinada a cada partido.

Assim, quando você vota em um candidato a parlamentar, você na verdade, não está votando nele e sim em um dos candidatos mais votados daquele partido. Ou seja, você nunca sabe para quem o seu voto vai.

Vamos imaginar uma situação onde o partido A do exemplo acima tenha apenas dois candidatos a vereador: um deles é um corrupto notório, mas, apesar disso tem muitos votos; o outro é um candidato honesto, mas, com menos apelo popular.

Na eleição, o corrupto teve 80 votos e o honesto teve apenas 60 votos. Mesmo que você tenha votado no honesto, você elegeu o corrupto, pois, com apenas os 80 votos dele, ele não teria atingido o coeficiente necessário para ter direito a uma vaga ele precisou dos 60 votos que foram dados ao candidato honesto.

Existe ainda outro tipo de distorção: imagine que no partido B um candidato sozinho teve 600 votos e todos os outros candidatos somados tiveram os 100 votos restantes do partido. O partido B ganhou 5 vagas, mas, só um candidato foi realmente votado, os outros 4 foram eleitos com a votação do primeiro, inclusive, tiveram muito menos votos que o candidato que não foi eleito pelo partido A.

Qual é a solução para isso?

Eu vejo duas possibilidades:

  • Voto distrital, onde o país, o estado ou a cidade, seriam divididos em pequenos distritos e cada distrito elegeria o seu candidato mais votado. A vantagem desse sistema é que você vota em um candidato mais próximo da sua comunidade e, teoricamente, mais alinhado com os interesses de quem o elegeu.
  • Voto direto no candidato e não no partido, onde seriam eleitos os candidatos mais votados de acordo com o número de vagas. A vantagem desse sistema é que ele é simples e direto, candidato bem votado é eleito e o mal votado não.
Por que o sistema não é alterado?

Porque isso não interessa a quem está no poder e quer se perpetuar por lá, o sistema atual é muito útil para manter tudo do jeito que está.

Tem um projeto tramitando no congresso que cria outra aberração, que é o voto em lista. Neste sistema você votaria apenas no partido e o partido é que escolheria a ordem dos candidatos em uma lista previamente definida. Ou seja, você continuaria sem saber em quem votou e ainda abriria espaço para os partidos venderem vagas no topo dessa lista. Como sempre, é um sistema que só interessa a quem já está no poder e tem a máquina partidária sob seu controle.

A Lucia Hippolito, da rádio CBN, abordou essa questão há poucos dias e disse textualmente que o sistema eleitoral brasileiro está falido. Ouça:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Azulejos em São Luis

O casario com fachadas azulejadas em São Luis no Maranhão é fora de série. Pena que as casas estejam tão degradadas:

Mas, também, de um estado governado pelo clã dos Sarney em conjunto com a trupe do Lobão há mais de 40 anos, não se poderia esperar coisa melhor. Alias, no Maranhão existem coisas bem piores que o nível de conservação do centro histórico de São Luis. Se algum maranhense estiver interessado em mudar isso, em outubro de 2010 teremos uma boa oportunidade...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Comparação Dilma X Serra

Eu estou apenas reproduzindo o texto abaixo. Fica claro que quem o escreveu, não gosta nem um pouquinho da Dilma, mas, ele não deixa de ter algumas informações interessantes.

O post abaixo é uma primeira versão de uma biografia comparada entre José Serra (PSDB-SP) e Dilma Rousseff (PT-RS), para ser espalhada pelos quatro cantos do Brasil. Não há nenhuma mentira neste levantamento de dados e fatos sobre a vida pública dos dois oponentes. Os Blogs pela Democracia têm o papel de colocar a verdade para o eleitorado médio, aquele que está longe dos blogs políticos. Precisamos, além do nosso trabalho dentro do nosso ambiente, transformar este tipo de post em e-mail, em corrente, em material para Orkut, em informação para as redes sociais. Este é o nosso trabalho. Aprimorem esta comparação. Criem a sua própria. Levantem novos dados. O importante é confrontar os dois candidatos. Quando a campanha começar, boa parte do Brasil já conhecerá José Serra e Dilma Rousseff. Com capacidade de julgar e escolher o que é melhor para o Brasil.

Aí vai, etapa por etapa, a vida dos dois:

José Serra tem 68 anos, é paulista, filho de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.
Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante húngaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte, foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.

Somente quando chegou ao Científico, a família Serra mudou-se para um apartamento de dois quartos, alugado. Antes disso, moraram em uma pequena casa em rua de chão batido.
Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, de onde saíam para praticar atentados, roubar e seqüestrar.

No início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, Serra foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas e revolucionários manipulados pelo comunismo internacional.
Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Em 1964, exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi para a Itália e, posteriormente, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, foi professor e consultor.
Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.

Em 1967, Serra casou-se com a psicóloga e bailarina Sílvia Mônica Allende, com quem tem dois filhos e dois netos e continua até hoje casado.
Dilma também se casou em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurélio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões em outros países, sequestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.

Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro. No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de matemática na CEPAL. Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um mestrado e um doutorado na prestigiada Universidade de Cornell. Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.
Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.

Serra permaneceu 10 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados.
Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.

Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Neste ano, teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como professor de Economia na UNICAMP, onde ficou até 1984.
Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer o mestrado na UNICAMP e, depois, o doutorado. Durante anos, mentiu em seu currículo que tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico strictu sensu.

Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Planejamento do Estado de São Paulo.
Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu.

Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, com a maior votação do estado de São Paulo. Foi o deputado que aprovou mais emendas no processo da Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.
Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."

Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiza Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo.
Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia a horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época.

Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias próprias que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.

Em 1995, Dilma voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.

Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde, criando os genéricos e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.
Em 1998, na cota do PDT, Dilma assume a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho. Vendo que o partido de Brizola estava decadente, ingressou no PT.

Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em engenharia nuclear e doutor em física, que coordenava oi grupo de transição.

Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.
Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.

Em 2006, elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerce até os dias de hoje. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.
De lá para cá, vem sendo imposta por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.

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